Ao lutador

AO LUTADOR

(Luis Vidales, Colômbia, 1900-1990)

Alerta o olho e a consciência pura
resiste a morrer tua jovem morte.
Olha a verde idade do céu, adverte:
há pouco esteve ali a noite escura.

Somente a sorte de hoje é insegura
e se a muda transformará tua sorte.
Ao novo céu, como à árvore forte,
a colheita de ontem o transfigura.

Só o futuro é sólido e eterno,
indestrutível, alerta, vigilante,
fundo aceso de teu ser interno.

E se é que em tua luta adormeces,
observa ele ali: o único habitante
se alimenta de tempo. E cresce. E cresce.

(Tradução de Jeff Vasques)

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